Artigo analisa a cobrança de honorários pela Defensoria Pública

O site do ConJur (Consultor Jurídico), publicou hoje, dia 14 de fevereiro, o artigo “Defensoria deve rever cobrança de honorários de quem pode pagar advogado”, escrito pelo Defensor Público Bruno Passadore.

O texto aborda as questões que envolvem o pagamento de honorários à Defensoria Pública para réus que tenham condições de pagar pelos serviços oferecidos pelo órgão e o papel do Defensor Público como substituto do advogado particular em casos criminais.

Segundo Bruno, existe uma grande discussão nas Defensorias Públicas de diversos estados brasileiros sobre a temática. “Os órgãos superiores da Defensoria Pública do país entendem que a instituição deve atuar na área criminal, mas cobrar honorários dos que podem pagar pelo trabalho”, afirma.

No entanto, a necessidade de pagamentos de honorários decorre de uma visão que reduz o papel da Defensoria Pública à substituta do advogado particular, argumenta.

“O propósito da instituição hoje, na área criminal, vai muito além da assessoria jurídica. A partir da Lei complementar 132 de 2009 e, principalmente, da emenda constitucional 80 de 2014, a Defensoria na seara criminal se tornou verdadeira curadora das liberdades e, por essa essa razão, entender que a atuação da instituição em prol do acusado com condições econômicas seria algo estranho ao propósito da Defensoria a ensejar a cobrança de honorários, mostra-se equivocada”.

Clique aqui para acessar o artigo completo no site do ConJur

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Adepar participa do lançamento dos Núcleos especializadas da DPPR na Assembleia Legislativa do Paraná

A presidente da Adepar, Thaísa Oliveira, e os Defensores Públicos Bruno Passadore, Olenka Lins Rocha e Ricardo Menezes da Silva
A presidente da Adepar, Thaísa Oliveira, e os Defensores Públicos Bruno Passadore, Olenka Lins Rocha e Ricardo Menezes da Silva

A Assembleia Legislativa do Paraná foi palco, ontem, dia 8 de fevereiro, do lançamento dos Núcleos Especializados da DPPR (Defensoria Pública do Paraná) com discursos ressaltando a importância do trabalho realizado pelos Defensores Públicos do Paraná.

Os núcleos “Cidadania e Direitos Humanos” e “Itinerante”, coordenados pelos Defensores Públicos do Paraná, Camille Vieira e Ricardo Menezes da Silva atendem, respectivamente, causas específicas sobre direitos humanos e demandas a respeito de moradia e questões fundiárias, tanto no meio urbano quanto no rural.

O Defensor Público Ricardo Menezes da Silva, o Defensor Público Geral do Paraná, Sergio Parigot de Souza, a presidente da Adepar, Thaísa Oliveira, o deputado Elio Rusch, e o Defensor Público Bruno Passadore
O Defensor Público Ricardo Menezes da Silva, o Defensor Público Geral do Paraná, Sergio Parigot de Souza, a presidente da Adepar, Thaísa Oliveira, o deputado Elio Rusch e o Defensor Público Bruno Passadore

Para o Defensor Público do Paraná, Bruno Passadore, que faz parte do Núcleo “Cidadania tudo aqui”, a discussão em torno dos direitos humanos que não possuem efetividade é antiga.

“Existe uma série de tratados e leis que garantem diversos direitos para o cidadão, mas nem sempre são respeitados. Os núcleos foram criados exatamente para suprir essa necessidade de tornar direitos concretos beneficiando a população”.

A presidente da Adepar (Associação dos Defensores Públicos do Paraná), Thaísa Oliveira, representou a associação no evento.

O deputado Luiz Claudio Romanelli, e a presidente da Adepar, Thaísa Oliveira
O deputado Luiz Claudio Romanelli e a presidente da Adepar, Thaísa Oliveira

lançamento núcleos especializados DPPR - 08-02-2017 (5)

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Palestra discute temáticas da comunidade trans

A representante do TransGrupo Catuxa Bougers, a psicóloga Grazielle Tagliamento, e os Defensores Públicos Bruno Passadore, Camille Vieira da Costa e Flávia Palazzi
A representante do TransGrupo Catuxa Bougers, a psicóloga Grazielle Tagliamento, e os Defensores Públicos Bruno Passadore, Camille Vieira da Costa e Flávia Palazzi

Com o apoio da Adepar ( (Associação dos Defensores Públicos do Paraná), a Edepar (Escola da Defensoria Pública do Estado do Paraná) e o Nucidh (Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública do Paraná) realizaram, na tarde de ontem, dia 2 de fevereiro, uma palestra em celebração ao Mês da Visibilidade Trans.

A apresentação, que reuniu membros da DPPR (Defensoria Pública do Paraná), foi ministrada pelos Defensores Públicos Camille Vieira da Costa, Bruno Passadore, pela psicóloga Grazielle Tagliamento e pela representante do TransGrupo Catuxa Bougers.

No encontro, os Defensores Públicos abordaram os princípios de Yogyakarta, que dissertam sobre a aplicação da legislação internacional de direitos humanos em relação à orientação sexual e identidade de gênero. Conceitos básicos da temática trans também foram discutidos.

Palestra visibilidade trans - 02-02-2017 (2)
Outro assunto apresentado pela psicóloga foi “a despatologização das vivências trans”, que apontou a luta pela retirada da transexualidade, considerada um transtorno mental, da CID (Classificação Internacional de Doenças) da OMS (Organização Mundial da Saúde).

Em sua fala, Grazielle mostrou que a mudança de prenome e gênero no registro civil é uma conquista que ameniza o preconceito sofrido pela população trans. Também explicou que a cirurgia transgenitalizadora é considerada, pela OMS, uma opção de tratamento para pessoas transgênero.

Aqui no Paraná o procedimento cirúrgico não é oferecido pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e em outros estados é preciso no mínimo dois anos de acompanhamento psicológico para realizar a operação.

Segundo estudos, em breve, pessoas transgênero não farão mais parte desta classificação como patologia, mas passarão a integrar a CID de procedimentos, como a gravidez, por exemplo.

A palestra faz parte de uma série de atividades desenvolvidas, no mês de janeiro, com o objetivo de garantir direitos e visibilidade para a comunidade trans, alvo de preconceito e violência.Ontem, no período da manhã, foi realizado um mutirão, na DPPR, para ajuizamento de ações para mudança de prenome e gênero no registro civil.

Palestra visibilidade trans - 02-02-2017 (1)

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Núcleo de Cidadania e Direitos Humanos da DPPR realiza ação para transexuais

Mês da Visibilidade Trans - 27-01-2017

O Núcleo de Cidadania e Direitos Humanos da DPPR (Defensoria Pública do Paraná) promoveu, em parceria com o Trans Grupo, durante todo o dia de hoje, 27 de janeiro, uma ação de orientação jurídica para transexuais, em referência ao Mês da Visibilidade Trans.

Entre os serviços de assessoria jurídica oferecidos na tenda, localizada na Praça Rui Barbosa,destacam-se os de ajuizamento para mudança de prenome e gênero no registro civil, teste de HIV e orientação em casos de transfobia.

Para a Defensora Pública e coordenadora do Núcleo, Camille Vieira, é importante realizar iniciativas para instruir, sobre a temática, não somente a população em questão, mas também toda a sociedade.

“Muitas pessoas trans são vítimas de crimes motivados por ódio e o caminho para a superação não é só a criminalização, mas também a conscientização da população de que ser diferente não é um problema”.

A presidente do Trans Grupo, Rafaelly Wiest, e a Defensora Pública, Camille Vieira
A presidente do Trans Grupo, Rafaelly Wiest, e a Defensora Pública, Camille Vieira

As atividades realizadas hoje fazem parte de uma série de trabalhos que vêm sendo desenvolvidos pela Defensoria para transexuais, incluindo a possibilidade da cirurgia transgenitalizadora que não é feita pelo SUS (Sistema Único de Saúde), aqui no Paraná.

Além de Curitiba, outras cidades do Paraná também participaram da campanha: Paranaguá, Maringá, Guarapuava, Apucarana e Matinhos. Cascavel realizará a ação, no dia 30 de janeiro, na rua Barão do Cerro Azul, 986, Centro, das 12h às 16h, e Campo Mourão, no dia 3 de fevereiro, na rua Duque de Caxias, 786, Jardim Lar Paraná, das 12h às 18h.

Trans Grupo

O Trans Grupo é uma associação de travestis e transexuais que oferece assistência jurídica, psicológica e social para a comunidade trans. A organização também fornece o teste de HIV e atende de segunda a sexta das 10h às 18h.

Para mais informações acesse: transgrupotmp.blogspot.com.br

Mês da Visibilidade Trans - 27-01-2017-2

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Novo projeto da Defensoria em Curitiba esclarece para pessoas em situação de rua sobre os seus direitos

projeto moradores de rua DPPR - 20-01-2017

Conhecer as demandas das pessoas em situação de rua de Curitiba e alertá-las sobre os seus direitos são os principais objetivos de um novo projeto da DPPR (Defensoria Pública do Paraná) batizado de “Rede de Cultura de Paz na Rua”.

O projeto está sendo desenvolvido por meio do Núcleo de Direitos Humanos da DPPR e tem o apoio da OAB-PR (Ordem dos Advogados do Brasil – Paraná), da Pastoral do Povo da Terra, do Conselho Regional de Psicologia, do Instituto In Rua e do Movimento Nacional da População de Rua em Curitiba.

Até agora a equipe da Defensoria, composta por Defensores, psicólogos e assistentes sociais, já esteve atuando nas praças Rui Barbosa, Osório e Tiradentes.

projeto moradores de rua DPPR - 20-01-2017-1

Segundo a Defensora e coordenadora do Núcleo de Direitos Humanos da DPPR, Camille Vieira, ainda há muito o que ser feito em benefício da população em situação de rua.

“É importante lembrar que essa parcela da população tem acesso muito restrito às instituições públicas, principalmente, àquelas que deveriam garantir os seus direitos. Por isso, ações como a “Rede de Cultura de Paz na Rua” são importantes, já que elas podem transformar a realidade dessas pessoas”, pontuou Camille.

A Defensoria continua em busca de novos parceiros para fortalecer o projeto e já trabalha em uma agenda para debater a questão das pessoas em situação de rua com a nova diretoria da FAS (Fundação de Assistência Social de Curitiba) e outras entidades ligadas ao assunto.

 

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Adepar se reúne com o diretor legislativo da Alep para tratar de questões de interesse dos Defensores Públicos

Alep - 20-01-2017
O diretor financeiro da Adepar, Fernando Redede, a presidente da Adepar, Thaísa Oliveira, e o diretor legislativo da Alep, Dylliardi Alessi

A presidente da Adepar (Associação dos Defensores Públicos do Paraná), Thaísa Oliveira, e o diretor financeiro da associação, Fernando Redede, estiveram reunidos hoje, dia 20 de janeiro, com o diretor legislativo da Alep (Assembleia Legislativa do Paraná), Dylliardi Alessi. O encontro teve como finalidade debater as demandas dos Defensores Públicos do Paraná.

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Por dentro da Adepar: entrevista com a diretora Renata Tsukada

renata-tsukada-11-01-2017

Natural da cidade de São Caetano do Sul, em São Paulo, a entrevistada de hoje é a diretora de assuntos do interior da Adepar  (Associação dos Defensores Públicos do Paraná), Renata Tsukada.

Renata se formou na Instituição Toledo de Ensino-Bauru, em 2008, e começou a atuar como Defensora Pública do Paraná em 2013.

Adepar – Conte um pouco sobre outras experiências profissionais suas até se tornar Defensora Pública do Paraná.

Renata Tsukada – Iniciei, em 2006, como estagiária do Ministério Público do Estado de São Paulo, em 2008 fui estagiária da Defensoria Pública de São Paulo e por fim, no ano de 2010 fui nomeada analista de promotoria do Ministério Público do Estado de São Paulo.

Adepar – Quando surgiu o interesse em ser Defensora?

Renata Tsukada – Eu entrei na faculdade de direito pensando em seguir carreira na magistratura, na minha concepção só os juízes poderiam proporcionar justiça para as pessoas. Durante o curso e o estágio no Ministério Público percebi durante os atendimentos que fazíamos na Promotoria de Justiça (sempre encaminhávamos as partes para Defensoria) que a Defensoria Pública era a instituição responsável por proporcionar justiça aos necessitados. Desde então, direcionei os estudos para Defensoria Pública e não me imaginava mais em outra carreira.

Adepar – O que a profissão significa para você?

Renata Tsukada – Ser Defensora Pública é a realização de um sonho. Não me vejo fazendo outra coisa na vida. Aliás, a Defensoria Pública é a minha vida, uma vida voltada para que os excluídos possam ser ouvidos. Saber que podemos transformar a vida de alguém me traz muita satisfação e alegria.

Adepar – Sobre a sua relação com a Adepar, como começou e por que você decidiu fazer parte da diretoria?

Renata Tsukada –  Estou lotada no interior desde a minha chegada ao Paraná em 2013, sei de todas as dificuldades que passamos aqui, por isso decidi fazer parte da diretoria e proporcionar voz aos demais colegas lotados no interior.

Adepar – Em Londrina, a Defensoria tem um projeto bem bacana de apoio a sentenciados que já beneficiou inúmeras famílias. Qual a importância de projetos como esse para o trabalho dos Defensores?

Renata Tsukada – Os projetos possibilitam que o trabalho do Defensor Público atinja um maior número de usuários da Defensoria Pública, demonstrando que a atuação da Defensoria não se dá apenas no plano processual, mas engloba também educação em direitos e o empoderamento dos usuários.

 

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