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VI CONAJURI divulga teses aprovadas para o I Encontro de Defensoras e Defensores Públicos do Tribunal do Júri

A Comissão Organizadora do VI Congresso Nacional dos Defensores e Defensoras Públicos do Tribunal do Júri (CONAJÚRI) divulgou as teses aprovadas para apresentação no I Encontro de Defensoras e Defensores Públicos do Tribunal do Júri, que será realizado em 15 de agosto de 2025, dentro da programação oficial do congresso, em Curitiba.

O edital com o resultado estabelece as diretrizes para a participação no encontro, que promete ser um marco na construção coletiva de teses institucionais da Defensoria Pública na atuação no Tribunal do Júri.

As teses admitidas abordam temas centrais e contemporâneos do júri, como: atuação em casos de violência de gênero, faccionalidade no contexto do tráfico, utilização de provas ilícitas, recusa de jurados, e fundamentos para absolvição. Os trabalhos aprovados foram submetidos por defensoras e defensores de diferentes regiões do país e refletem a diversidade e profundidade do pensamento jurídico defensorial.

A próxima etapa será a divulgação da ordem de apresentação das propostas, prevista para o dia 13 de agosto, dois dias antes do encontro. As teses admitidas também serão encaminhadas aos participantes do VI CONAJURI até 11 de agosto.

O encontro inédito se insere no esforço contínuo da Defensoria Pública em qualificar e uniformizar sua atuação institucional perante o Tribunal do Júri, reafirmando o compromisso com a defesa dos direitos humanos, com o devido processo legal e com a promoção de justiça social.

Confira as Teses selecionadas abaixo:
Edital – admissão teses
1- Para a configuração da desistência voluntária desimporta a letalidade do instrumento utilizado. Basta que o agente pudesse prosseguir na empreitada criminosa, mas não o tenha feito.
2- Nos casos envolvendo homicídio em contexto de tráfico de drogas (traficídio), quando a vítima e o/a réu/ré possuírem comprovado envolvimento faccional, é cabível sustentar a absolvição com fundamento na inexigibilidade de conduta diversa, quando verificada, no caso concreto, a ausência de capacidade do agente de agir de modo diverso em relação ao homicídio (inexigibilidade de conduta diversa).
3- É recomendável o atendimento multidisciplinar aos assistidos com demandas na área da saúde mental.
4- A atuação da Defensoria Pública como assistente qualificado nos processos sujeitos ao rito do Tribunal do Júri trata-se de exigência constitucional e civilizatória em todos os delitos cujas vítimas seja mulheres ou meninas, independentemente de sua condição financeira.
5- À Defesa deve ser garantido o direito de apresentar recusa imotivada ao jurado sorteado após a manifestação da acusação, em observância ao princípio da plenitude de defesa e do contraditório.
6- A Defensoria Pública sustentará, em favor da mulher ré em contexto de violência doméstica e familiar:
I – Principalmente: A legítima defesa (art. 25 do CP) excludente de ilicitude, com a ampliação do sentido atribuido ao requisito da atualidade/iminência da agressão, em razão da permanência do estado de violência e opressão continua e iminencia de novas agressões.
II – Subsidiariamente: A inexigibilidade de conduta diversa (como causa supralegal de exclusão da culpabilidade), pela impossibilidade de se exigir comportamento diferente de quem se encontra psicologicamente subjugada pelo agressor e desamparada pelo Estado.

7- É inconstitucional a condenação do réu, em sessão plenária do júri, pela votação por 4 votos a 3, por violar o princípio da presunção de inocência e o standart probatório “além de uma dúvida razoável”.
8- É ilícita a utilização pelo Ministério Público, em sessão plenária, de elementos de informação produzidos na fase inquisitorial sem repetição em juízo, mediante contraditório e ampla defesa.

EDITAL DE CONVOCAÇÃO PARA ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA – ADEPAR

Ficam os associados e associadas da Associação de Defensoras Públicas e Defensores Públicos do Estado do Paraná – ADEPAR convocados(as) a comparecerem à Assembleia Geral Ordinária, nos termos dos arts. 11, 12 e 13 do Estatuto Social, a ser realizada no dia 04 de julho de 2025, às 10h00 (primeira convocação), na modalidade virtual, com link que será enviado na lista do e-mail institucional no momento da primeira convocação, com o objetivo de deliberar sobre a seguinte pauta:

1. Assuntos gerais;
2. O relatório da Diretoria, com as devidas prestações de contas do exercício anterior, com parecer do Conselho, conforme Art. 12, par. I, 2b e Art. 13 do Estatuto da ADEPAR.

Curitiba, 30 de junho de 2025.

Erick Lé Palazzi Ferreira
Presidente da ADEPAR

CLIQUE AQUI PARA BAIXAR O PDF DA CONVOCAÇÃO – ADEPAR – CONVOCAÇÃO PARA I ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA 2025

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VI CONAJURI abre edital para Encontro de Teses

Está aberto o período de envio de propostas de teses para o I Encontro de Defensoras e Defensores Públicos do Tribunal do Júri, que será realizado em 15 de agosto de 2025, dentro da programação do VI CONAJURI, em Curitiba. O edital foi publicado pela Comissão Organizadora e estabelece as diretrizes para participação no evento que promete marcar a construção coletiva de teses institucionais da Defensoria Pública na atuação no Tribunal do Júri.

O encontro acontecerá de forma presencial e é exclusivo para defensoras e defensores públicos inscritos no VI CONAJURI. A participação no processo de envio e deliberação das teses exige atenção aos prazos e às regras detalhadas no edital.

Inscrições prorrogadas até o dia 25 de julho!
As inscrições de propostas devem ser feitas até as 23h59 do dia 25 de julho de 2025, exclusivamente por e-mail enviado para teses@adepar.com.br. O envio deve conter os seguintes elementos, conforme a ficha de inscrição disponível no edital:

Súmula;
Assunto;
Fundamentação fática e jurídica.

Cada proposta poderá contar com até três coautores. Não serão aceitas alterações no conteúdo após a entrega, nem propostas que apenas repliquem textos legais ou precedentes vinculantes. As teses devem estar redigidas em português e seguir o modelo-padrão disponível no anexo único do edital.

Admissão e publicação
A Comissão Organizadora publicará o resultado da análise formal das propostas até 1º de agosto. Propostas indeferidas poderão ser objeto de pedido de reconsideração no prazo de 48 horas. As teses admitidas serão enviadas aos inscritos no VI CONAJURI até 11 de agosto, e a ordem de apresentação será divulgada até 13 de agosto.

Deliberação das teses
A audiência de deliberação acontecerá no dia 15 de agosto, com exigência de quórum mínimo de 30% dos participantes inscritos e pagantes, sendo necessária aprovação por dois terços dos presentes. As votações ocorrerão exclusivamente de forma presencial e não será admitido voto por procuração.

Cada proponente terá até cinco minutos para sustentação oral, seguido por igual tempo para defesa de rejeição ou alteração. Em seguida, o plenário debaterá e votará a proposta, podendo aprová-la totalmente, parcialmente (com modificações) ou rejeitá-la.

Publicação das teses aprovadas
As súmulas e as versões integrais das teses aprovadas serão publicadas no site do VI CONAJURI após o evento.

Calendário do Encontro de Teses

Data Atividade
Até 18 de julho Envio das propostas de teses
1º de agosto Publicação das teses admitidas ou rejeitadas
Até 3 de agosto Prazo para pedido de reconsideração
11 de agosto Envio das teses admitidas aos inscritos do VI CONAJURI
13 de agosto Divulgação da ordem de apresentação das teses
15 de agosto Realização do I Encontro de Defensoras e Defensores Públicos do Júri

Clique aqui para conferir o edital completo.

Entre os dias 13 e 15 de agosto de 2025, Curitiba será palco do VI Congresso Nacional de Defensoras e Defensores Públicos do Tribunal do Júri (CONAJURI), reunindo profissionais de todo o país para debater práticas, estratégias e teses institucionais relacionadas ao Tribunal do Júri. O evento acontecerá no Hotel Mabu Curitiba Business, localizado no centro da capital paranaense. Inscrições pelo site https://adepar.com.br/vi-conajuri.

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ANADEP divulga identidade visual da Campanha Nacional “JUSTIÇA CLIMÁTICA É JUSTIÇA SOCIAL”

Secas, incêndios, enchentes e ondas de calor tornaram-se cada vez mais frequentes em decorrência da crise climática. E são justamente as pessoas e comunidades mais vulneráveis que sofrem de forma mais intensa os impactos desses fenômenos. Por isso, em 2025, a Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos (ANADEP), em parceria com as Associações Estaduais, do Distrito Federal e as Defensorias Públicas, lançará a Campanha Nacional “JUSTIÇA CLIMÁTICA É JUSTIÇA SOCIAL: Defensoria Pública por um Brasil mais sustentável, justo e igualitário.”
O principal objetivo da campanha é destacar o papel estratégico da Defensoria Pública na promoção do acesso à justiça, com foco no combate às desigualdades sociais e ambientais. Entre suas principais frentes de atuação estão a prevenção, educação em direitos, orientação jurídica, propositura de ações judiciais e coletivas, atuação extrajudicial e emergencial diante de desastres.
A presidenta da ANADEP, Fernanda Fernandes, afirma que a campanha será uma ferramenta essencial para dar visibilidade à atuação da Defensoria Pública perante governos, parlamentares, ministros, sociedade civil e organismos internacionais.
“A Defensoria Pública tem um papel estratégico na construção de um futuro sustentável. Sua atuação está diretamente alinhada à Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas, ao prestar assistência jurídica integral, gratuita e de qualidade aos(às) necessitados(as) que enfrentam mais dificuldades com a crise climática”, pontua.
Fernanda Fernandes destaca que a Campanha Nacional será uma ferramenta eficaz para que a Defensoria Pública ressalte a sua expertise institucional, promovendo uma abordagem plural, já que está presente em todas as regiões do país. “A presença direta de defensoras e defensores públicos nos territórios, em contato com as comunidades, permite uma atuação diferenciada da Defensoria no sistema de justiça. Isso possibilita uma colaboração efetiva com os governos na formulação de políticas públicas”, explica.
Eixos de atuação
A campanha terá como eixos principais o enfrentamento ao racismo ambiental, a promoção da equidade de gênero como estratégia de proteção ambiental e a garantia de direitos dos povos indígenas e tradicionais. Também haverá foco em atendimentos a catadores(as) de material reciclável e na promoção de mutirões para garantir o direito à Tarifa Social de Água e Esgoto (Lei nº 14.898/2024).
Outro destaque é a importância da atuação da Defensoria em contextos de desastres, como nas enchentes no Rio Grande do Sul, nos deslizamentos no Rio de Janeiro e no rompimento de barragens em Minas Gerais.
Lançamento oficial
O lançamento oficial da campanha acontecerá nos dias 12 e 13 de maio, na região metropolitana de Salvador (Bahia). No primeiro dia, serão realizadas rodas de conversa e palestras. No dia 13, ocorrerá um mutirão de atendimento em uma comunidade indígena.
A escolha da Bahia como ponto de partida não é aleatória: o estado abriga a maior concentração de aldeias indígenas do Brasil e é também onde se localiza a primeira área oficialmente reconhecida como desertificada do país.
O evento será promovido pela ANADEP e pela Associação das Defensoras e Defensores Públicos da Bahia (ADEP-BA), com apoio do Conselho Nacional das Defensoras e Defensores Públicos-Gerais (Condege).

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VI CONAJÚRI traz a Curitiba principais nomes da defesa no Tribunal do Júri

Evento reunirá profissionais de todo o Brasil para troca de experiências e estratégias de atuação na defesa criminal

Entre os dias 13 e 15 de agosto, Curitiba será palco do VI CONAJÚRI – Congresso Nacional de Defensoras e Defensores Públicos do Tribunal do Júri. O encontro será realizado no Hotel Mabu Curitiba Business e reunirá defensoras e defensores públicos de todo o país que atuam na área do Tribunal do Júri. O objetivo é promover o intercâmbio de experiências, fortalecer estratégias de atuação e discutir os desafios enfrentados na defesa criminal.

Organizado pela ADEPAR (Associação das Defensoras e Defensores Públicos do Paraná) e pelas defensoras e defensores públicos do Júri de Curitiba, o congresso, que chega à sua sexta edição, é reconhecido por estimular o diálogo entre profissionais que lidam diariamente com a complexidade e a responsabilidade da defesa em casos julgados pelo Tribunal do Júri.

As inscrições estão abertas e podem ser feitas através do site https://adepar.com.br/vi-conajuri/. O primeiro lote custa R$ 850,00 e pode ser pago por PIX ou cartão de crédito. Os participantes do congresso terão descontos exclusivos nas tarifas de hospedagem no hotel onde será realizado o evento.

O presidente da ADEPAR, Erick Lé Palazzi Ferreira, comemora a escolha da capital paranaense para sediar o evento. “O VI CONAJÚRI é um momento de extrema importância para a Defensoria Pública brasileira. É quando defensoras e defensores de todo o país se reúnem para trocar experiências, compartilhar aprendizados e construir caminhos comuns para o fortalecimento da nossa atuação no Tribunal do Júri. Esses encontros são essenciais para o amadurecimento da instituição como unidade nacional. Receber no Paraná colegas de todos os estados será uma grande honra e uma imensa alegria. Estamos nos preparando para oferecer um congresso à altura da Defensoria Pública e dos nossos assistidos.”

Para o defensor público paranaense Wisley Rodrigo dos Santos, o CONAJÚRI é mais do que um congresso técnico – é um espaço de fortalecimento coletivo: “Os defensores e defensoras públicas do Júri de Curitiba e a ADEPAR aguardam ansiosamente os colegas de todo o Brasil. O CONAJÚRI é um momento muito importante de interlocução e troca de experiências entre todos os defensores e defensoras do país. Realizado anualmente, sempre em estados diferentes, essa será apenas a segunda vez na região Sul – a primeira foi em Florianópolis. Agora, o evento chega pela primeira vez a Curitiba. Estamos ansiosos por esses três dias de histórias, debates e união entre profissionais que se dedicam a uma atuação comprometida com os direitos fundamentais e a dignidade da pessoa humana.”

Entre os palestrantes confirmados está o defensor público de Minas Gerais Túlio Xavier, titular da I Defensoria do Júri de Belo Horizonte. Com mais de 540 júris realizados em Minas Gerais, Túlio é Mestrando em Direito Público pela Universidade Fumec, pós-graduado em Direito Processual pela Unisul e graduado em Direito pela UFMG.

Outra confirmada é a defensora pública no estado da Bahia, titular da 2a DP especializada do júri na comarca de Salvador, Flávia Apolonio. Mestranda em Segurança Publica, Justiça e Cidadania pela UFBA, pós-graduada em Direito Público pela Universidade Maurício de Nassau (PE) e graduada em Direito pela Universidade Católica de Pernambuco, atua no tribunal do júri há 12 anos. Também é integrante do grupo “Bruxas do Plenário”.

O VI CONAJÚRI promete ser uma oportunidade única de aprendizado, networking e fortalecimento institucional da atuação das defensoras e defensores públicos no Tribunal do Júri, reafirmando o compromisso da Defensoria Pública com a promoção da justiça e da equidade em todo o país.

Contatos para a imprensa:
In Orbita Comunicação
41 988145370

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Inscrições para o 1º Prêmio Arnaldo Cruz de Jornalismo vão até maio de 2019

As inscrições para o 1º Prêmio Arnaldo Cruz de Jornalismo foram prorrogadas e vão até o dia 17 de maio de 2019. O concurso é uma realização da Adepar (Associação dos Defensores Públicos do Paraná) e da DPPR (Defensoria Pública do Paraná).

Podem se inscrever profissionais da imprensa e estudantes de jornalismo que, por meio de reportagens, destaquem o trabalho que a DPPR vem desenvolvendo a partir do tema “Atividade social positiva da Defensoria Pública do Estado do Paraná”.

Saiba mais sobre a premiação

O prêmio é dividido em quatro categorias:
– impresso (jornal/revista),
– radiojornalismo,
– telejornalismo,
– portal de notícias (internet).

A premiação acontecerá em junho e contará com prêmios em dinheiro de até R$ 2.500,00, troféus e menções honrosas.

Inscreva-se!

Clique aqui para conhecer o regulamento e realizar a sua inscrição.

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Jantar de confraternização reúne Defensoras e Defensores Públicos do Paraná

Fim do ano é sempre uma época de reflexão e avaliação de tudo o que ocorreu durante o ano. É um momento importante para reconhecer as conquistas e agradecer a todos que estão por perto.

É nesse clima de agradecimento que a Adepar (Associação dos Defensores Públicos do Paraná) promoveu o seu tradicional jantar de confraternização, reunindo membros da diretoria, associados, familiares e amigos. O encontro aconteceu na noite da última sexta-feira, dia 30 de novembro, no Caffe Milano, em Curitiba.

Membros da diretoria da Adepar

Nem a chuva desanimou os mais de 50 convidados presentes no jantar. Antes de abrir oficialmente a pista de dança, houve uma fala rápida do vice-presidente da Adepar, Ricardo Padoim, e do diretor financeiro, Marcelo Pimentel. Ambos agradeceram a presença de todos e ressaltaram a importância do trabalho da associação em prol das Defensoras e dos Defensores do Paraná.

No fim da festa, cada associado recebeu um brinde especial da Adepar. Uma pasta com uma agenda de anotações.

“Foi especial reunir mais uma vez as Defensoras e os Defensores do Paraná para confraternizar e dividir um pouco das dificuldades e das conquistas de 2018. Encontros como este mostram a nossa união e nos fortalecem para os desafios do próximo ano”, pontuou a presidente da Adepar, Lívia Brodbeck.

Confira as fotos do evento!

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Defensoria Pública na Casa da Mulher Brasileira sedia conversa sobre violência contra mulheres negras

A Defensoria Pública do Paraná, representada pelas Defensoras Patrícia Mendes, Camille Vieira da Costa, Andreza Lima de Menezes e Eliana Lopes, que é coordenadora do NUDEM (Núcleo de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher), realizou, na noite de ontem, dia 29 de novembro, uma roda de conversa sobre a violência contra mulheres negras e o papel da instituição.

O evento aconteceu na Casa da Mulher Brasileira, em Curitiba, e deu voz para que mulheres pudessem relatar casos envolvendo violência e expor o que esperam da Defensoria em termos de proteção e garantia de direitos.

“É um passo muito importante ter um espaço para falar da violência contra as mulheres negras, que são as que sofrem mais violência, na área da saúde, na educação e em tantos outros setores. Com certeza, a Defensoria tem um papel extremamente relevante para a defesa dos nossos direitos”, afirmou Alaerte Martins, enfermeira e mestre em saúde pública que teve como tema do seu trabalho a saúde e a mortalidade de mulheres negras.

As Defensoras Públicas do Paraná Camille Vieira da Costa, Eliana Lopes e Patrícia Mendes

Principais demandas e o papel da Defensoria Pública

“O primeiro apontamento das mulheres foi para que a instituição fizesse uma auto-avaliação, olhando para dentro e observando a representatividade da população negra dentro da Defensoria. Outra ponto ressaltado foi a efetivação das políticas de saúde voltadas para a população negra, principalmente, com relação à violência obstétrica”, relatou a Defensora Patrícia Mendes.

“As demandas trazidas pelas mulheres foram essenciais para a reflexão de como a Defensoria Pública pode promover mais ações para efetivação dos direitos da população negra, em especial, das mulheres. Nosso objetivo é que a instituição seja um ambiente preparado para escutar as necessidades de quem vivencia a violência, o preconceito e a falta de acesso à justiça”, complementou a Defensora Eliana Lopes.

A roda de conversa faz parte de uma série de ações realizadas pelo NUDEM para celebrar os 16 dias de ativismo em prol das mulheres e da população negra.

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Defensoria contesta medida que obriga grávidas e crianças a passarem pelo raio x

Penitenciária Central do Estado do Paraná, em Piraquara. Foto: Divulgação/SESP

A Defensoria Pública do Paraná, através do Defensor Público Henrique Cardoso, impetrou um mandado de segurança coletivo, na Vara da Corregedoria dos Presídios de Curitiba, no início de novembro, para contestar a medida do Depen (Departamento Penitenciário Nacional) que determina que grávidas e crianças devem passar pelo body scan (raio-x) nas visitas aos presídios.

A nova decisão entrou em vigor em todas as unidades que contam com o sistema de segurança.

O mandado apresentado pela Defensoria tem documentos que abordam os problemas da exposição à radiação de grávidas e crianças, como por exemplo, uma norma da Cnem (Comissão Nacional de Energia Nuclear) e um artigo científico dos pesquisadores Giuseppe D’Ippolito e Regina Bitelli Medeiros, que abordam os problemas da exposição a radiação de grávidas e crianças.

“A preocupação maior é se a exposição de crianças e grávidas ao raio x pode ou não ser prejudicial. Por isso, com base no princípio da precaução, a Defensoria ingressou com o mandado para evitar que o contato com o raio x ocorra até se ter certeza que essas pessoas não passarão por nenhum risco”, afirmou o Defensor Público Henrique.

A Justiça determinou o prazo de 10 dias para que o Depen apresente mais informações sobre o sistema de segurança. A DPPR aguarda do órgão um laudo técnico com as normativas que regulam a exposição de gestante e crianças comprovando que não existem riscos para essas pessoas ao se submeterem ao sistema.

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Defensores atuam em Curitiba pelo livre direito à manifestação

As Defensoras Camille Vieira da Costa, Luciana Tramujas, o Defensor Daniel Alves e a Defensora Jeniffer Scheffer

A fim de assegurar o direito à livre manifestação, as Defensoras Camille Vieira, Jeniffer Scheffer e Luciana Tramujas e o Defensor Daniel Alves participaram do ato que aconteceu em Curitiba, no último sábado, dia 29 de setembro.

“Queremos que as pessoas entendam que podem contar com a Defensoria para que nenhum dos seus direitos seja violado. Para isso, nos apresentamos para as autoridades policiais para auxiliá-los na mediação de eventuais conflitos”, explicou o Defensor Daniel.

“Também conversamos com as lideranças que estavam organizando o evento e nos colocando à disposição para ajudar em qualquer situação jurídica que poderia aparecer durante o ato”, finalizou.

Papel da Defensoria

“A presença da Defensoria reafirma o perfil da instituição em defesa dos direitos humanos e do direito à manifestação, ferramenta fundamental para viabilizar as transformações sociais”, afirmou a Defensora Camille.

“É importante ressaltar também que desde a criação da Defensoria no Paraná sempre estivemos presentes nos principais momentos de manifestação que ocorreram em Curitiba. Isso mostra que as instituições do sistema de justiça podem atuar de forma diferente, fora dos gabinetes e junto com as pessoas observando de fato como as coisas acontecem”, concluiu.

O Condege (Colégio Nacional dos Defensores Públicos) assinou um protocolo de atuação modelo para que os Defensores e Defensoras possam atuar em grandes manifestações. Assim, os núcleos especializados da DPPR (Defensoria Pública do Paraná) Nudem (Núcleo de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher) e Nucidh (Núcleo da Cidadania e Direitos Humanos) lançaram um edital convocando os Defensores interessados para atuarem na manifestação. Também fizeram uma nota disponibilizando os serviços da Defensoria e recomendações aos manifestantes.

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