“Violência física eu sofri uma vez, mas psicológica durante todo o meu casamento. Ele tinha muito ciúmes. Eu não podia ter amigos e ele interferia nas minhas roupas. Nos lugares era sempre uma briga. Eu fui levando, empurrando com a barriga porque no começo do relacionamento eu tinha sentimentos por ele. Então, eu não entendia a gravidade da situação”, contou S.B*, 28 anos.

Há 8 anos S.B* sofre violência doméstica. O caso dela não é isolado. A Casa da Mulher Brasileira atendeu, entre julho e agosto, cerca de 500 mulheres em 45 dias.

Em celebração aos 12 anos da Lei Maria da Penha, a coordenação da Defensoria Pública na Casa da Mulher Brasileira em parceria com o Nudem (Núcleo de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher) estão realizando, durante todo o mês de agosto, mutirões de atendimento às mulheres.

Casa da Mulher Brasileira

“Hoje aqui no mutirão eu vim dar entrada no meu divórcio, pedir a guarda da minha filha e a pensão. Os papéis agora estão encaminhados e deu tudo certo com o meu atendimento”, afirmou S.B*.

“São mutirões com o objetivo de atender casos mais urgentes para afastar a mulher em situação de violência do agressor. Então estamos realizando pedidos e execução de pensão, de guarda, alimentos e divórcio”, explicou a Defensora Patrícia Mendes.

O serviço prestado hoje, dia 16 de agosto, foi na sede da Casa da Mulher Brasileira, em Curitiba. A ação pretende prestar assistência nos principais foros descentralizados da Defensoria, como no Boqueirão e Pinheirinho.

“A ideia do mutirão é disponibilizar um atendimento ainda mais eficaz para as demandas das mulheres e tornar o acesso aos serviços mais fácil, por isso, estamos realizando atividades nas sedes descentralizadas também”, acrescentou a Defensora Pública Luciana Tramujas.

Mutirões que ainda vão acontecer
23 de agosto – Rua Santa Bertila Boscardin, 213 – Santa Felicidade.
30 de agosto – Rua Lodovico Kaminski, nº 2525 – Sede da Defensoria Pública da Cidade Industrial.