Com o objetivo de apresentar a Campanha Nacional 2021 da ANADEP (Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos) para os movimentos sociais estaduais, a ADEPAR (Associação das Defensoras Públicas e Defensores Públicos do Paraná) promoveu hoje, dia 15 de julho, um encontro virtual.

A campanha deste ano tem como tema “Racismo se combate em todo lugar: Defensoras e Defensores Públicos pela equidade racial”. A finalidade é o desenvolvimento de ações para promoção de direitos e políticas públicas para pessoas indígenas, negras, quilombolas e povos tradicionais.

No encontro, o presidente em exercício da ADEPAR, Dezidério Machado Lima, falou sobre o trabalho da ANADEP e apresentou o material produzido para a campanha.

“É muito importante criar espaços de debate com os movimentos sociais sobre o tema da campanha. Somente com esses diálogos vamos conseguir avançar e planejar ações realmente efetivas de combate ao racismo”, destacou Dezidério.

Ao longo da reunião, os representantes dos movimentos sociais e das entidades do Paraná falaram sobre as suas ideias para o fortalecimento de projetos que envolvem a temática.

A diretora da ADEPAR Elisabete Arruda, que também faz parte da Comissão de Igualdade Étnico-Racial da ANADEP, fez um recorte da campanha sob o aspecto racial no âmbito interno das Defensorias Públicas.

Em sua fala, Elisabete reforçou a importância do sistema de cotas na instituição e cursos de capacitação sobre o tema para defensoras e defensores públicos.

“É essencial que os profissionais que atuam nas Defensorias Públicas entendam de fato as demandas que estão lidando, por isso, a Comissão planejou cursos de capacitação que debatem de forma aprofundada a temática da campanha”, ressaltou Elisabete.

O ouvidor geral-externo da Defensoria Pública do Paraná, Thiago Hoshino, também esteve no encontro e fez uma fala de fechamento sobre as propostas apresentadas durante a reunião.

Participaram do encontro os representantes dos movimentos sociais Alice Silva, da Secretaria de Saúde de Piraquara; Angela Elizabeth Sarneski, da Rede de Mulheres Negras do Paraná; Célia da Silva Leonardo, da Rede mulheres negras do Paraná e Mulheres quilombolas do PR; Delton Felipe – da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as; Edimar Matias, do Fórum Paranaense Religiões de Matriz Africana; Gabriel Montalde, do Coletivo de Pesquisadoras Negras e Negros da Universidade Federal do Paraná; Hilma de Lourdes Santos, do Movimento Nacional de Luta Pela Moradia do Paraná; Marina Dermmam, ouvidora da Defensoria Pública do Rio Grande do Sul; Marcel Jeronymo, vice-Presidente do Conselho Permanente de Direitos Humanos do Estado do Paraná; Melissa Reinehr, do Centro Cultural Humaita; Mestre Candiero, do Centro Cultural Humaita presente e da Rede de Matriz Africana; Rita de Cássia Lins e Silva, do Centro de Estudos da Constituição da Universidade Federal do Paraná e da Frente Movimento; Renata, do Movimento das Mulheres Quilombolas do Paraná.