A ADEPAR (Associação das Defensoras Públicas e Defensores Públicos do Paraná) está lançando a iniciativa “ADEPAR Cultural”. A ideia é compartilhar todo mês um livro, um filme ou uma série que abordem temáticas que nos façam refletir sobre direitos humanos, justiça, igualdade e cidadania.

E como a proposta é compartilhar, queremos a sua ajuda! Envie as suas sugestões de filmes e de livros para a nossa assessoria de imprensa, através do e-mail imprensa@adepar.com.br ou via Whatsapp (41) 9-9942-4648.

ADEPAR Cultural em ação

Para dar início ao projeto, confira as indicações deste mês feitas pela presidente da ADEPAR, Ana Caroline Teixeira, e pelo vice-presidente da associação, Dezidério Machado Lima. 

Filme: História de um casamento (2019) 

Direção de Noah Baumbach 

A narrativa é sobre um casal que está em processo de divórcio e precisa lidar com os aspetos emocionais e jurídicos dessa situação. Os papéis principais são dos atores Adam Driver e Scarlett Johansson. 

“Além desse aspecto da litigância, o filme contém também várias nuances que podem passar despercebidas sem o necessário olhar feminista. Aliás, a defensora pública de São Paulo Yasmin Pestana, que já atuou aqui no Paraná, fez uma ótima crítica abordando esses pontos do filme. No entanto, não saber tantos detalhes é a melhor forma de apreciar a narrativa. Por isso, a leitura da crítica vale a pena mas é ideal que seja feita somente depois de assistir ao filme”, explica Dezidério. 

Para acessar a crítica da defensora Yasmin Pestana, clique aqui

Livro: Holocausto brasileiro (2013) 

Escrito pela jornalista Daniela Arbex

O livro retrata as intensas histórias de tortura vividas pelos pacientes e pelos funcionários do Hospital Colônia de Barbacena, administrado pela Fundação Hospitalar de Minas Gerais. Ao longo de 50 anos, cerca de 60 mil pessoas chegaram a ser mortas no local. 

“A leitura desse livro é de grande valor para a compreensão de uma série de violações de direito ocorridas dentro do Hospital Colônia de Barbacena, que foi um hospital psiquiátrico. Além disso, demonstra a importância de reforçar a luta antimanicomial no Brasil”, ressalta Ana Caroline.