O Nucidh (Núcleo Especializado da Cidadania e Direitos Humanos), coordenado pela Defensora Cinthia Azevedo, realizou hoje, dia 10 de maio, em parceria com a UFPR (Universidade Federal do Paraná) e o MNPR (Movimento Nacional de Pessoas em situação de Rua do Paraná), uma ação para prestar assistência jurídica para pessoas em situação de rua.

A iniciativa faz parte do projeto “Defensoria na Rua” que acontece, a cada 15 dias, na Praça Santos Andrade, em Curitiba, das 10h às 12h.

“Como as pessoas em situação de rua têm um ritmo de vida totalmente diferente,  enfrentando, diariamente, filas para conseguir alimentos e local para dormir, a dinâmica de atendimento da Defensoria não estava funcionando muito bem, por isso, decidimos prestar o serviço diretamente na rua, ampliando o acesso para essa parte da população”, explicou Cinthia.

O projeto envolve representantes do MNPR, professores e alunos do último ano do curso de direito da UFPR, que fazem parte do NPJ (Núcleo de Práticas Jurídicas).

“Eu tenho muito interesse na área de direitos humanos e o projeto é voltado para essas questões, por isso, decidi participar. Nós alunos realizamos o primeiro atendimento para identificar qual o tipo de demanda das pessoas e depois fazemos os encaminhamentos necessários, tudo com a orientação dos professores e dos Defensores que estão por aqui”, contou a aluna da UFPR Mônica Macedo.

Dentre os serviços oferecidos pelo projeto estão a orientação de como agir em determinadas situações, consultas processuais e encaminhamentos para setores sociais.

“No mínimo as pessoas saem daqui com uma orientação, o que para elas já é um diferencial. A Defensoria está se aproximando cada vez mais da população em situação de rua porque entende que são pessoas extremamente vulneráveis e que precisam de amparo não só jurídico mas também social”, completou a Defensora.

Atualmente, a sede da Defensoria disponibiliza atendimento prioritário para as pessoas em situação de rua.

Participam do projeto os Defensores Antonio Barbosa, Juliano Marold, Vitor Eduardo de Oliveira, Wisley dos Santos, o coordenador do NPJ da UFPR, Leandro Gorsdorf, e a professora de direito civil Adriana Espíndola Corrêa.

#EmDefesaDelas
#DireitosdasMulheres
#PopRua
👥 Estudo elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) aponta que, no Brasil, existem mais de 100 mil pessoas em situação de rua, ou seja, que utilizam as ruas como espaço de moradia e/ou sobrevivência. 

 Ser mulher, por si só, já é um fator de risco. Ser mulher em situação de rua, faz com que elas vivam em condições de extrema vulnerabilidade. A maioria delas está com vínculos familiares interrompidos ou fragilizados e, às vezes, em situação de uso problemáticos de entorpecentes, para fugir da realidade que se encontra.

🏃‍♀Além do estigma social, na rua, elas correm o risco de abuso físico e emocional, maus-tratos, exploração financeira, intimidação sexual, estresse ambiental, exposição ao crime e ameaça sistemática.

💯 Neste contexto, a Defensoria Pública tem papel fundamental e oferece atendimento especializado a elas, seja por meio dos Núcleos de Atendimento ou de mutirões itinerantes que ocorrem em todo o País.

#EmDefesaDelas #ViolênciaObstétrica
🤰🏽A violência obstétrica é caracterizada por condutas praticadas por qualquer profissional de saúde que de forma verbal, física ou psicológica afetam a mulher durante a gestação, no pré-parto, parto, no período de puerpério ou ainda em situação de abortamento.

😕 Esse tipo de violência destaca-se pela apropriação do corpo e dos processos reprodutivos das mulheres. Isso causa perda da autonomia e pode impactar negativamente na sexualidade e na qualidade de vida das mulheres, sendo ainda uma das causas de mortalidade materna e neonatal.

🤰🏿Dados do censo do IBGE (2010) apontam que as mulheres negras, indígenas e com deficiência estão entre as mais vulneráveis à violência obstétrica.

⚖ Se você já passou por isso, saiba que não está sozinha! Procure a Defensoria Pública mais perto de você para que sejam tomadas as medidas jurídicas cabíveis.

💪🏽 Junte-se a nós neste movimento. Entenda. Defenda. Divulgue essa causa.

Está chegando o III Encontro Anual de Teses Institucionais da Defensoria Pública do Paraná. O evento, promovido pela Adepar (Associação dos Defensores Públicos do Paraná) e pela Edepar (Escola da Defensoria Pública do Paraná), acontece no dia 17 de maio, às 10h, no Hotel Bourbon, em Curitiba/Paraná.

Os três melhores trabalhos serão premiados pela Adepar. O encontro faz parte das atividades desenvolvidas para comemorar o Dia da Defensora e do Defensor Público, celebrado no dia 19 de maio.

Confirme sua presença através do e-mail: escola@defensoria.pr.def.br

Contamos com a sua participação!

A Adepar deseja muitas realizações e saúde para quem luta todos os dias por uma sociedade mais justa!

#Adepar #DefensoriaSim #Defensorando 

#EmDefesaDelas
📢 A Campanha Nacional “Em Defesa Delas: defensoras e defensores públicos pela garantia dos direitos das mulheres” tem como objetivo apresentar à população o trabalho da Defensoria Pública em favor das mulheres que necessitam de acesso à Justiça para a garantia dos seus direitos. 

 As Defensorias Públicas contam com o Núcleo ou Defensoria Especializado/a na Defesa das Mulheres, que é um espaço de atendimento jurídico à mulher em situação de violência. Essas unidades são responsáveis por prestarem orientação jurídica e a defesa em juízo, em todos os graus, das cidadãs de baixa renda ou em situações de vulnerabilidades.

💪🏽 Junte-se a nós e participe também desse movimento. Entenda. Defenda. Divulgue essa causa.

O Nufurb (Núcleo Especializado Itinerante das Questões Fundiárias e Urbanísticas), coordenado pela Defensora Olenka Lins, e a Edepar (Escola da Defensoria Pública do Paraná), coordenada pela Defensora Flavia Palazzi, realizarão, no dia 15 de maio, o Seminário de Regularização Fundiária Urbana.

O evento acontece no Palácio das Araucárias, em Curitiba, das 9h às 18h. O Seminário é aberto a todos os interessados na temática. As inscrições são feitas através do site da Edepar: http://bit.ly/2UPrusD.

“O objetivo do Seminário é que os participantes conheçam e entendam as ferramentas, os obstáculos e os direitos que envolvem a temática. Por isso, procuramos trazer para o evento profissionais que lidam, diariamente, com a questão da regularização fundiária urbana e o direito à moradia”, explicou Olenka.

O Seminário conta o apoio da Adepar (Associação dos Defensores Públicos do Paraná).

Confira a programação do evento!

 

#Adepar #EmDefesaDelas #DireitodasMulheres#MulheresNoTrabalho
#EducaçãoemDireitos #DefensoriaSim 

🙅‍♀Um dos objetivos da Campanha #EmDefesaDelas é também o de combater o machismo no ambiente corporativo. Através de palestras, cursos e rodas de conversa a iniciativa visa a conscientizar os colaboradores para criar um ambiente institucional igualitário.

😒 Muitas mulheres relatam que escutam diariamente frases e piadas preconceituosas pelo fato de serem mulheres. Entre os exemplos mais comuns, estão: interrupções enquanto elas falam, explicações óbvias dadas a elas, piadas sobre as particularidades de uma mulher, comparações elogiosas com outros homens, assédio moral e sexual, além da falta de oportunidades para crescer na empresa e/ou oportunidades para ocupar cargos de poder. 

👏🏾 Dessa forma, queremos chamar os homens para refletirem sobre essas ações e cooperarem para a melhoria nas relações nos espaços de trabalho sob a ótica da igualdade de gênero. Não reproduzir comportamentos e frases preconceituosas no seu ambiente de trabalho já é um começo.

📢 E você, mulher, já passou por algo assim? Conte para nós. Utilize a tag #EmDefesaDelas e nos relate o que você já passou em seu trabalho.

Foto: Freepik

O Nucidh (Núcleo da Cidadania e Direitos Humanos) e o Nudem (Núcleo de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher), núcleos especializados da DPPR (Defensoria Pública do Paraná), que são coordenados respectivamente pelas Defensoras Cinthia Azevedo e Eliana Lopes, conseguiram uma decisão favorável para garantir a participação de uma criança transgênero no Campeonato Sul-Americano de Patinação Artística.

M. J, de 11 anos, é federada pelo Estado do Paraná e foi impedida, após se classificar em segundo lugar no campeonato brasileiro, de competir pela Confederação Brasileira de Hóquei e Patinação.

A alegação da entidade é que a documentação da competidora, que consta nome e gênero masculino, não está de acordo com a categoria pretendida pela menina.

Atuação dos Núcleos Especializados  

Em 2017, a DPPR atuou para que a menina pudesse participar da Copa Mercosul de patinação artística e desde então ela compete profissionalmente. Em 2018, a família da M.J procurou a Defensoria novamente para pleitear a retificação do nome e gênero na sua certidão de nascimento.

No ano passado, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu que pessoas maiores de 18 anos podem fazer alterações de nome e de gênero em seus documentos diretamente nos cartórios, independentemente de cirurgia de mudança de sexo, laudo médico ou autorização judicial. A resolução é regulamentada pelo Conselho Nacional de Justiça.

“Como se trata de uma criança, tivemos que entrar com uma ação na Vara da Família para fazer as alterações na certidão de nascimento da menina”, explicou Eliana.

Para assegurar a participação no campeonato, como a ação de retificação do nome ainda está em trâmite, os núcleos propuseram uma tutela provisória de urgência antecipada perante a 2ª Vara Cível do foro central de São Paulo, onde está sediada a Confederação Brasileira de Hóquei e Patinação. O Núcleo de Promoção e Defesa dos Direitos das Mulheres da Defensoria Pública de São Paulo e a Defensoria Pública da União auxiliaram no processo.

“Felizmente, no dia 11 abril, o juiz em uma decisão sensível concedeu a tutela para que a menina participe da competição. Ele alegou que apesar de existir uma ação em trâmite, não se pode afastar o direito da criança de participar do campeonato e que as confederações que regulamentam o esporte não podem criar obstáculos”, disse Eliana.

“A participação da M.J no campeonato representa um exemplo de perseverança e ajuda outras a entenderem que existem direitos humanos e estes devem ser respeitados. Talvez a nossa história crie precedentes para que outros pais compreendam seus filhos. As crianças trans não nascem com 18 anos, por isso, elas precisam ser acolhidas e amadas”, contou Cleber Reikdall, pai da atleta.

O embasamento do juiz também apontou que crianças transgênero, em competições esportivas, não apresentam alterações hormonais e que a testosterona está dentro dos limites estabelecidos pelo Comitê Olímpico Internacional e não gera impedimentos para a participação da menina.

“Qualquer desrespeito e atitude discriminatória durante as competições, as Confederações podem juridicamente sofrer ação de indenização por danos morais por criar qualquer tipo de obstáculo  na participação da menina”, concluiu a Defensora.

O campeonato está acontecendo em Joinville, Santa Catarina, de 19 a 30 de abril. M. J está competindo.

A história da M. J

M. J é filha há três anos de Gustavo Cavalcanti e Cleber Reikdall por meio de um processo de adoção junto com outros dois irmãos.

Cleber contou que M. J demonstrava insatisfação com sua aparência masculina e após um mês da adoção começou a pedir para vestir as roupas da irmã.

“Ela chegou a furar a própria orelha sozinha com o brinco. Então, decidimos levá-la ao médico que a diagnosticou com disforia de gênero. A partir desse dia, ela passou a ter acompanhamento com psicólogos e uma equipe multidisciplinar do Hospital de Clínicas de São Paulo. Hoje, ela se identifica plenamente com o gênero feminino e toda a nossa família acolhe e respeita a decisão dela”, afirmou Cleber.